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quinta-feira, 25 de maio de 2017

A VIOLÊNCIA NA ESCOLA






Por Luis Pellegrini

A violência entrou de vez no currículo escolar dos brasileiros. Só que agora, infelizmente, em vez de um saudável e democrático conflito no campo das ideias, alunos, professores, diretores e funcionários precisam cada vez mais conviver com agressões, ameaças e abusos.
Não é preciso ir longe para se verificar tudo isso. Basta recorrer ao buscador do Google e pedir "violência nas escolas". Aparecem centenas de artigos, análises, denúncias, resumo de encontros e simpósios de especialistas em ciências da educação e do comportamento, além de livros inteiros, disponibilizados gratuitamente, na tentativa de analisar o problema e apresentar possibilidades de solução. Se você for ao Youtube, vai encontrar coisa ainda pior: é imenso o acervo de postagens, contendo cenas às vezes alucinantes de violência destrutiva pura, com frequência captadas e publicadas pelas câmeras celulares dos próprios alunos. Há vídeos de brigas, de bullying, de quebra-quebras, de mutilações e até de assassinatos cometidos dentro das salas de aula e nos pátios das escolas.
Exemplos disso são dois casos de agressão ocorridos recentemente em Brasília. Na maior universidade da capital do país, um professor acabou no hospital após ser agredido por um estudante. Em uma escola pública de ensino básico, um aluno foi morto a facadas pelo colega.





Violência não é fenômeno isolado
"A violência nas escolas reproduz a violência na sociedade, não é um fenômeno intramuros isolado", afirma a coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da Unesco no Brasil, Marlova Noleto. Segundo a educadora, os ambientes escolares deixaram de ser lugares protegidos e muitos pais perderam a tranquilidade ao levar os filhos à escola. Ela destaca que a ausência de regras claras de convivência entre alunos e professores contribui para o aumento da violência.
Para o professor da faculdade de Educação da Universidade de Brasília e da Universidade Católica Célio da Cunha, há uma profunda crise de valores humanos. "A violência na escola vem da Idade Média, é uma prática inconcebível no século 21. A escola tem que refletir uma cultura de respeito, da merendeira ao diretor", diz. Cunha defende que é preciso recuperar a dimensão humana da educação, que foi transformada em um negócio.
A educadora Marlova Noleto aponta para a importância de um bom clima na escola. "Na escola, aprendemos não só a ser, mas a fazer, a viver juntos e a conhecer. Um conjunto de regras e valores educam para a vida, não educam apenas no ambiente escolar", acredita. A especialista reconhece que, em primeiro lugar, é preciso que o professor goste do que faz. "Ensinar é um ato de amor e é sempre uma via de mão dupla. É preciso estar aberto para ensinar e aprender", aponta.
"Na maioria dos casos, o aluno reproduz na sala de aula aquilo que vive em sua própria casa, no convívio com a família, e nas ruas. Há, de modo geral, uma crescente banalização da má educação, uma ausência de consciência de limites, uma violência instalada nos lares. Reflexo de um fenômeno que se alastra por toda a sociedade", opina a matemática Nelma Pellegrini Franco, que amargou trinta anos de magistério em escolas públicas de São Paulo.





Estimular o respeito à diferença
Em muitos casos, a violência na escola é decorrente do medo de ser reprovado ou de ameaças que o aluno sofre em casa. Marlova Noleto diz que é preciso incluir as famílias no processo de educação e ajudar as crianças desde cedo a desenvolver um sentido ético. "Quando estimulamos nossos alunos a respeitar a diferença, estamos também evitando a violência", observa. Em última instância, destaca Marlova, a educação deve propiciar também a satisfação dos alunos. "Se o processo de aprendizagem não trouxer também felicidade, dificilmente aprenderemos com qualidade", afirma.
Para Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenadora de pesquisas da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura), os conflitos são resultado de relações sociais ruins e da falta de diálogo. Pesquisadora do tema há mais de dez anos, Miriam defende a criação de políticas públicas de prevenção da violência escolar, diagnóstico dos problemas e a formação específica de professores: "Um bom professor é o que ensina bem a disciplina, mas também que sabe ser amigo, que sabe entender o que é ser jovem".





Em recente entrevista à jornalista Marcelle Souza, do Portal UOL, Miriam Abramovay diz que a escola deve ser espaço de proteção e não de violência:

Aumentaram os casos de violência na escola?
Eu acho que não dá para dizer que aumentou ou não a violência no ensino. Não existe nenhuma pesquisa que abarque todo o Brasil e que faça uma avaliação do que aconteceu nesses últimos dez anos sobre a violência nas escolas. Se você pegar os casos de violência em geral ou de mortalidade dos jovens, a situação é cada ano pior. Então, é óbvio que por um lado a escola recebe essa influência, mas por outro ela também produz violência, que são muito específicas do âmbito escolar.

A ciberviolência e a divulgação de vídeos de violência na internet aumentaram a sensação de violência?
Eu acho que é uma questão muito importante e a escola não tem as ferramentas mínimas para poder prevenir esse tipo de violência. A escola é muito centrada em si mesma, no que pensam os adultos. Em segundo lugar, ela não sabe o que acontece na vida desse jovem. Colocar uma coisa na internet é uma forma de exibicionismo e nós vivemos numa sociedade do espetáculo. Isso tem um valor muito grande, principalmente para o jovem.





O que motiva os atos de violência na escola hoje em dia?
Brigar, eles sempre brigaram, isso sempre aconteceu. Mas eu acho que estamos vivendo um fenômeno da exacerbação da masculinidade e da cultura da violência. Aparece aquele que é mais violento, que sabe brigar melhor. Eu digo masculinidade, mas é para garotos e garotas. Aí também entra o uso das armas, porque a arma é símbolo de força e de poder.

Qual é o principal motivo do conflito entre professores, alunos e diretores?
Eu acho que as relações sociais -- aluno-aluno, aluno-professor e professor-diretor-- estão muito ruins. Ainda acho que as mais complicadas são as relações com os adultos. Isso porque a escola é muito centrada nela mesma e muito pouco do que se propõe é dialogar com os jovens. Eu acho que isso cria um clima muito ruim. Nós estamos fazendo uma pesquisa e percebemos que o professor que os alunos mais gostam coincide com a matéria que eles mais gostam. Ou seja, a relação entre o professor e os jovens ainda é muito importante. Um bom professor é o que ensina bem a disciplina, mas também o que sabe ser amigo, que sabe entender o que é ser jovem.





Por que ocorrem casos de abuso sexual dentro da escola?
A escola não é uma torre de marfim, ela também reproduz as próprias loucuras da nossa sociedade. Eu acho que tem ainda o abuso dos professores e das professoras relacionado à fragilidade do que é ser adolescente. Nós temos uma postura de negação a tudo o que é jovem, no sentido de não ser positivo. Por outro lado, existe admiração, porque são bonitos e estão vivendo coisas que os adultos já viveram, o que causa muito fascínio em muitos professores também. Acho que é uma falta de limite desses professores e professoras e uma falta de autoridade. A escola tinha que ser um local de proteção e não de reprodução dessa violência. Você pesquisa a violência escolar desde o início dos anos 2000.

Algo mudou nos últimos dez anos?
Eu acho que muito pouco, infelizmente, porque os tipos de comportamento vêm se repetindo. Nós não temos políticas públicas efetivas, diagnósticos importantes sobre esse tema. Nós não temos formação de professores, o que é fundamental, porque eles não tiveram isso na sua formação.


Há uma relação entre a participação dos pais e a violência escolar?
Nós fizemos uma pesquisa há muito anos que mostrava que quanto mais havia a participação dos pais na escola mais a escola poderia se tornar uma escola protetora. Ou seja, abrir as portas para os pais, os pais buscarem entender o que está acontecendo com os filhos, pedirem ajuda, [fazer com] que essa relação escola e família não seja de competição, é fundamental para o clima escolar.

Em que momento a polícia pode entrar na escola?
Está acontecendo um fenômeno hoje que é a judicialização da educação. Quer dizer, a escola joga para a Justiça seus principais problemas. A polícia tem que entrar na escola quando a violência é dura, quando existe droga e armas dentro da escola. Senão, não existe nenhum sentido de a polícia estar dentro da escola. Mas está acontecendo o contrário, quer dizer, o conselho tutelar a toda hora é chamado por coisas mais banais que acontecem. O que a escola está dizendo é "eu não tenho autoridade de resolver os meus problemas e vou chamar a polícia para isso".

Qual é o papel do Estado na redução da violência nas escolas?
Eu acho que nós temos que ter uma política pública sobre esse tema, que abarque diagnósticos, formação de professores. Não adianta só ter pequenos programas, nós temos que ter políticas para a gente saber o que está acontecendo, depois pensar muito na formação de professores, para eles saberem o que fazer.








domingo, 30 de abril de 2017

GÊNERO TEXTUAL: RESENHA



Você sabe o que é uma resenha? Se a sua resposta é não, é hora de aprender um dos gêneros textuais mais cobrados ao longo de nossa vida escolar. Saber escrever uma resenha de qualidade é indispensável: na vida acadêmica, por exemplo, você será constantemente convidado por seus professores a emitir opinião sobre vários assuntos, portanto, não vale chegar à universidade sem saber como escrever um texto desse gênero. O Mundo Educação vai mostrar para você o passo a passo da produção textual. Vamos lá?
A resenha é um gênero textual sucinto, cuja principal característica é tecer, de maneira breve, uma crítica sobre determinado assunto. A resenha ideal é composta não apenas pela crítica direta, mas também por momentos de descrição, e esses dois elementos devem estar em perfeito equilíbrio em seu texto. Por ser uma síntese, muitas pessoas acabam caindo na armadilha da superficialidade, utilizando expressões como “eu gostei” ou “eu não gostei”, esquecendo-se de que é preciso também argumentar para justificar as críticas positivas ou negativas que constarem na resenha. Tudo isso deve ser feito através do emprego de um vocabulário simples, porém preciso, prezando a concisão e impessoalidade. Além disso, observe alguns pontos que não devem faltar no seu texto:
  • Imparcialidade: Ser imparcial significa deixar as emoções de lado e escrever sem tomar partido, isto é, sem deixar que motivos pessoais contaminem a escrita. Assim como um bom juiz, você deve ponderar, apresentando aspectos positivos e negativos sobre o tema resenhado. Se a resenha tiver como assunto uma obra literária, não permita que motivos externos à obra, como a falta de simpatia pelo escritor ou pela editora, transpareçam em sua opinião. Isso, definitivamente, não é conveniente, certo?;
  • Cientificidade: Por ser um trabalho de cunho acadêmico, a resenha deve ter cunho científico, ou seja, ela deve ser racional (prezar a objetividade e impessoalidade), sistemática (apresentar um sistema de ideias ordenadas de maneira lógica) e verificável (afirmações que podem ser comprovadas através da observação);
  • Objetividade: Na resenha deve constar aquilo que for estritamente essencial, respeitando a característica principal do gênero, que é a brevidade. Detalhes e subjetividades não são elementos bem-vindos, pois o leitor que busca uma resenha busca também uma análise sintética sobre o assunto.
Agora que você já conhece as principais características da resenha, acompanhe como deve ser a preparação para o início da produção textual:
  1. Se o professor solicitar uma resenha sobre um filme, livro, palestra ou outros assuntos, é essencial que você conheça o tema a ser resenhado antes de começar a escrever. Parece uma informação óbvia, mas acredite: muitas pessoas arriscam-se a omitir opiniões sobre aquilo que elas desconhecem. Muitas pessoas aproveitam-se do fato de ser a resenha um gênero sintético para “trapacear”, confundindo objetividade com superficialidade. Não é muito honesto tecer críticas sobre um livro que você não leu, não é verdade?;
  2. A primeira leitura, seja ela de um filme ou de um livro, deve ser feita de maneira a conhecer a obra como um todo. Esse primeiro contato é fundamental para que seja quebrado o estranhamento, o que é muito comum quando somos introduzidos a um determinado assunto;
  3. Feito o primeiro contato, quebrado o estranhamento, é hora de reler ou rever. A segunda leitura é fundamental para captar detalhes que passaram despercebidos. É desejável que você sublinhe ou que faça esquemas que contemplem as ideias principais do objeto a ser resenhado, estabelecendo relações entre elas;
  4. Antes de começar a escrever sua resenha, reserve um tempinho para pensar sobre o assunto, sem imediatismos. Esse intervalo entre conhecer/analisar o objeto e começar a escrever é essencial para que você possa emitir opiniões mais apropriadas e, se possível, busque outras fontes que possam lhe ajudar a embasar seus argumentos.
Aparentemente, escrever uma resenha é um exercício fácil, mas ser objetivo sem parecer superficial pode ser um verdadeiro desafio. Não subestime o gênero — que geralmente é utilizado como um guia para iniciantes em determinados assuntos — e lembre-se de que esse tipo de texto é muito importante e extremamente útil para aqueles que buscam informações eficientes e bem elaboradas sobre determinado conteúdo. Bons estudos e bom trabalho!










quinta-feira, 27 de abril de 2017

ESTANTE DE PAPELÃO (DIY)

Olá pessoal!

Que tal fazer uma linda estante de papelão para o cantinho da leitura ou mesmo para organizar materiais na sala de aula?
Encontrei esta ideia AQUI
Passa lá para conferir o PAP.



Gostaram da dica de hoje? Eu amei!

Um abração e até mais!
=) 

terça-feira, 25 de abril de 2017

FORES DE PAPEL (DIY)

Olá pessoal!

Hoje tem dica bacana para decorar a sala de aula, festa de aniversário, das Mães...
Flores de papel super fáceis de fazer.

Vamos aprender?





sábado, 22 de abril de 2017

Música ''Trem-bala" (Ana Vilela)

Olá pessoal!

Hoje tem uma música linda para vocês.
Ela tem uma mensagem maravilhosa para refletirmos.



Um abração e até mais!
=)



sexta-feira, 21 de abril de 2017

3 MODELOS DE CAIXAS PARA PRESENTES DA MAMÃE ( D.I.Y.)

Olá pessoal!

Tudo bem por aí?

Hoje tem mais sugestões para o Dia das Mães. Dessa vez, trouxe três lindas ideias de caixas para embalar os presentes.
Gente, tudo muito fácil de fazer, sem gastar muito, aproveitando materiais que você tem aí na sua casa.
 E o mais bacana é que vocês podem fazer na sala de aula com seus alunos.
Assistam aos vídeos da artesã Viviane Magalhães e inspirem-se...














Um abração, feliz final de semana e até mais!
=)



terça-feira, 18 de abril de 2017

CARTÕES ARTESANAIS PARA A MAMÃE... (D.I.Y.)

Boa tarde, pessoal!

No próximo mês, comemoramos o Dia das Mães (2º Domingo de Maio) e nada mais gostoso do que as crianças presentearem  a mamãe ou a titia ou madrinha ou a vovó com algo feito por elas.
Para inspiração, trouxe estas ideias lindas de cartões artesanais que podem ser confeccionados com retalhos de cartolina, de EVA, de papéis de Scrapbook...e o que a imaginação mandar!

Inspirem-se... e mãos à obra!





















IMAGENS DESTE POST:
PINTEREST


Um abração e até mais!
=)


terça-feira, 11 de abril de 2017

BULLYING: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA


     





Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltratos.
     “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (pág. 224 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.



Segue  uma relação de filmes que podem ser utilizados na escola, com a finalidade de se discutir as questões voltadas para a violência no espaço escolar e as diferenças culturais e sociais. Antes de passar os filmes, como orientação pedagógica sugiro o seguinte:
  • Assista ao filme antes e veja as possibilidades de adaptação ao currículo e a proposta de trabalho que você deseja realizar.
  • Elabore questões antes de passar o filme, para que os alunos já assistam ao filme com um olhar direcionado.
  • Planeje possíveis pausas durante a exibição para fazer comentários e focar a atenção nas questões que você deseja trabalhar.
  • Assista ao filme várias vezes antes de passar para a classe, buscando detalhes, cenas, diálogos que servirão para uma discussão e um debate no final da exibição.
  • É fundamental, observar a indicação da faixa etária.
  • Pare o filme e solicite que os alunos elaborem uma redação/discussão/debate sobre qual será a atitude do personagem em uma determinada cena. Depois Volte para o filme. É uma boa atividade para se trabalhar valores e crenças e como cada um de nós reagimos ou reagiríamos em determinadas situações.

   
1-Como Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial
‘Como Estrelas na Terra’ conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. Este filme fala sobre o modo como a arte e a educação são importantes ferramentas de estímulo ao desenvolvimento de uma pessoa quando aplicadas intencionalmente para a sua felicidade, independente do problema ou desvio que tiver.

2- Um Grande Garoto
Will Freeman (Hugh Grant) é um homem na faixa dos trinta anos metido a galã que inventa ter um filho apenas para poder ir às reuniões de pais solteiros, onde tem a oportunidade de conhecer mães também solteiras. Will sempre segue a mesma tática: vive com elas um rápido romance e quando elas começam a falar em compromisso ele acaba o namoro. Até que, em um de seus relacionamentos, Will conhece o jovem Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos que é completamente o seu oposto e tem muitos problemas em casa e na escola. Com o tempo Will e Marcus se envolvem cada vez mais, aprendendo que um pode ensinar muito ao outro.

3-Bang Bang Você Morreu
 Jovens podem ser mais cruéis que todos. Naturalmente cruéis.” As Palavras de Trevor Adams, que já foi estudante exemplar, refletem suas experiências no colégio. Ele era vítima de tão traumatizante perseguição que ameaçou destruir o time de futebol da escola. Mas a salvação veio através do Sr. Duncan (Tom Cavanagh, astro da série de TV “Ed”), o professor de teatro, que ofereceu a Trevor o papel principal de sua peça, ao lado da bela Jenny Dahlquist. O Professor e a garota tentam ajudá-lo a manter-se na linha. Mas há um risco: o sombrio enredo sobre assassinos em um playground, combinado com o passado problemático de Trevor, faz com que os pais tentem vetar a peça. Se eles conseguirem é possível que a voz de Trevor jamais seja ouvida e isso pode detonar uma bomba-relógio humana.

4-Mary e Max – Uma Amizade Diferente
 Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.

 5-Elefante
 O filme narra o ataque que dois estudantes fizeram a uma escola secundária do Oregon, matando dezenas de alunos, com um arsenal de armas automáticas. A questão do bullying é tratada como um detalhe pequeno, mas está lá. concentra-se no ato final, de vingança fria e desapaixonada. O título refere-se à facilidade de ignorar um ‘elefante’ simbólico na sala, apesar do seu tamanho, mas que está sempre prestes a se mover. 

 6-Evil, Raízes do Mal
 Um rapaz atormentado de 16 anos, tratado com violência pelo padastro, também trata seus colegas de escola com violência e acaba expulso da escola pública. é mandado a uma prestigiada escola privada, onde sabe que terá uma última oportunidade de regeneração. lá chegando tem que se confrontar com os códigos e humilhações dos estudantes veteranos, arriscando sua expulsão ou submetendo-se. um olhar diferente, neste filme sueco, que chegou a ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 2004.

7-Bully
 Nick Stahl – excelente – é o riquinho valentão, que vive abusando fisicamente dos colegas. até que seu melhor amigo – o já falecido Brad Renfro – decide vingar-se dele junto com a namorada, atraindo-o para o pântano e espancando-o até a morte. alguns dos garotos tentam tomar o lugar dele, enquanto a comunidade se divide entre condenar e reconhecer que ele teve o que merecia. o diretor Larry Clark especializou-se em retratar o ócio e a banalidade da violência na juventude americana. um filme chocante.

8- Deixe Ela Entrar
 Um garoto frágil de 12 anos é constantemente abusado pelos colegas e sonha com uma vingança. quando ele conhece sua vizinha, uma vampira que aparenta ter a sua idade, com quem irá envolver-se e que vai defendê-la dos ataques.

 9-Entre os Muros da Escola
 (França 2008 – Palma de Ouro em Cannes, este drama mostra bem o choque de culturas que se formou na França, a partir dos conflitos entre alunos e também um professor bem intencionado. brilhante)

10-Pro Dia Nascer Feliz
 Documentário que mostra diferentes realidades de estudantes de classes sociais distintas de três estados do Brasil. um filme bem feito e oportuno sobre o tema.

11-Sempre Amigos
 Maxwell Kane (Elden Henson) é um garoto de 14 anos que tem dificuldades de aprendizado e vive com seus avós desde que testemunhou o assassinato de sua mãe, morta pelo marido. Quando Kevin Dillon (Kieran Culkin), um garoto que sofre de uma doença que o impede de se locomover, se muda para a vizinhança eles logo se tornam grandes amigos. Juntos vivem grandes aventuras, enfrentando o preconceito das pessoas à sua volta.

12-O Galinho Chicken Little
Na cidade de Oakey Oaks, Chicken Little toca o sinal do colégio e manda que todos “corram por suas vidas”!. Toda a cidade fica em pânico. Por fim, todos se acalmam para perguntar ao galinho o que há de errado. Ele sofre Bullying na Escola.

 13- Sonho de Gelo

Ela é diferente e ser diferente é um tema comum em filmes da Disney sobre bullying. Ela aprende a tratar os amigos, se divertir e viver para o momento. Apesar do desejo de ser uma patinadora famosa, Casey Carlyle não passa de uma garota inteligente e de poucos amigos, com uma mãe obcecada pela idéia de ver sua filha em uma grande universidade. Mas quando ela usa sua cabeça e segue seu coração, de repente se vê transformada como nunca sonhou.

Falar de Bullying virou moda na escola,  matéria de capa das revistas e documentário das emissoras de TV, agora vamos para a prática!
 já li muita coisa sobre Bullying estes dias. Quero propor aqui algumas atividades  para serem  realizadas em sala de aula ou com a própria escola.
 É importante que se explique para os alunos o que é Bullying, acredito que a essa altura do campeonato todo mundo já saiba, mas quanto mais informação melhor. O que fazer para que todos compreendam e vejam o Bullying com outros olhares? Como desenvolver atividades pedagógicas significativas dentro da sala de aula?  Outra questão que considero importante é que falar de Bullying, discutir questões ligadas a Violência no Ambiente Escolar  não deve ser um momento isolado, ou quando  a mídia começa a focar o assunto. Bullying e Violência na Escola devem ser um tema para ser discutido o tempo todo:   com a família, com os professores e principalmente com os alunos. As atividades abaixo proporcionam a reflexão do tema de forma lúdica e inteligente.

1 – Dramatização
 Utilize o teatro em sala de aula. Divida os alunos em grupos e motive os grupos a criarem uma dramatização sobre Bullying e Violência Escolar. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versões, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto da dramatização.

 2- Teatro de Fantoche
 Utilizando os Bonecos de Fantoches, que podem ser confeccionados pela própria turma em uma aula de artes. Incentive a turma a através dos fantoches criarem histórias de Bullying. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versão, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto  da apresentação.

3- Paródia
 Paródia é uma imitação cômica de uma obra literária. Após falar sobre Bullying, discutir as causas, quem é a vitima, o agressor e outras questões teóricas importantes. Divida a turma em grupos, e incentive cada grupo escolher uma música e criarem uma parodia contra o Bullying. Para finalizar a atividade, poderá ser criado um concurso de paródias e coreografias contra o Bullying na própria turma ou na escola.

FONTE:



segunda-feira, 10 de abril de 2017

IDEIAS CRIATIVAS PARA A PÁSCOA

Boa tarde, pessoal!

A Páscoa já está bem próxima e hoje trouxe umas ideias lindas para inspirar vocês.














IMAGENS:

GOOGLE IMAGES


Um abração e até mais!
=)





domingo, 9 de abril de 2017

JORGE FERNANDES , POETA POTIGUAR



Jorge Fernandes (1887-1953) nasceu em Natal-RN. Com seu “LIVRO DE POEMAS”, de versos modernos, editado em 1927, é considerado um dos precursores da poesia moderna do Rio Grande do Norte. A poesia de Jorge Fernandes transita entre a tradição e o moderno. Por que ocorre tal fato? Natal, na década de 20, ainda era uma província que estava em processo de modernização. Viviam, no estado do RN, o passado consolidado por séculos e a constante inovação “presente” que vinha da civilização moderna (que já estava bem “avançada” no sudeste do país, onde ocorreram as primeiras manifestações artísticas modernas no Brasil em 1922). Assim, percebe-se uma transição contínua do velho para novo e, nessa transição, encontra-se o material e a essência da poesia do poeta natalense Jorge Fernandes.
Para se ter clareza da Natal provinciana do século XX, é de relevante importância conhecer o livro Geração dos Maus, publicado em 1964, do escritor natalense José Humberto Dutra. Esse livro nos mostra um quadro dessa cidade em processo de urbanização que, em 1927, ainda era mais “atrasada” do que na época da publicação do livro de Dutra.
Estamos em um terreno cheio de significados e carregado de sentido – provindo de uma história consolidada pela tradição, que ainda é bem presente e forte na pequena província natalense. Não é à toa que a poesia de Jorge Fernandes é moderna. O próprio terreno em que se insere permite a construção de uma poesia moderna – a urbanização, o primitivismo, o cotidiano, etc. Encontramos trabalhadores com arado, “mãos nordestinas”, “pescadores” e uma infinidade de figuras típicas do sertão, da vida do homem sertanejo, a própria vida do homem sertanejo é carregada de significados e histórias – cada coisa, cada atividade, cada objeto. Este trabalho tem, portanto, como objetivo, analisar a polissemia na poesia de Jorge Fernandes.
O poeta natalense, “pintor de quadros do cotidiano”, representa a realidade com imagens fortes e carregadas de sentido. A palavra, a imagem, a idéia e a forma unem-se ao sentido de sua poesia. Algumas palavras colocadas na poesia de Jorge Fernandes apresentam diversos significados que dialogam, todos eles, com o significado “final” do poema. Não diria que há apenas uma ambigüidade em sua poesia, mas, sim, uma polissemia de sentidos. A ambigüidade, na maioria das vezes, confunde o leitor e não permite uma via direta dos seus possíveis sentidos com o poema. Já na polissemia, todos os significados possíveis das palavras polivalentes possuem uma via direta com o sentido do poema. E o nosso poeta natalense, Jorge Fernandes, soube muito bem qual palavra escolher e onde colocá-la no poema para obter essa polissemia.
É preciso esclarecer que a polissemia é a pluralidade de sentidos que a palavra pode possuir dentro ou fora de um contexto. Há de se encontrar, em toda poesia, a polissemia. Em Jorge Fernandes, a presença dessa figura de linguagem é, dentre as demais, de extrema importância para o significado do poema. O poeta tem consciência desse recurso e o utiliza como estratégia para a construção do seu poema. Vejamos, agora, na íntegra, o poema que escolhi para fazer a análise deste trabalho:
Pescadores 
  1. Chegou do mar!
  2. Quanta arrogância no pescador…
  3. O mar fê-lo forte, resoluto.
  4. Tem ímpetos de ondas o seu olhar…
  5. Olhem o calão do peixe que ele trouxe!!?…
  6. São peixes monstros que ele pescou…
  7. Quando há tormenta e a jangada vira
  8. O homem forte matou a fome
  9. Do irmão do mero que ele comeu…
FERNANDES, Jorge. Livro de poemas de Jorge Fernandes. 4.ed. Natal: EDUFRN, 2007. p. 37.
Nesse poema, o poeta descreve uma cena – não se referindo ao seu “eu lírico”. Há um afastamento do poeta em relação a esse poema no sentido de se deslocar para o outro, para o fato corriqueiro, para a cena em si.
Temos uma cena inicial: O pescador chega do mar e expressa arrogância. O mar o transforma, deixa o pescador forte, mais experiente, “resoluto”.  Tem, nos seus olhos, “ímpetos de ondas”. No quinto verso “Olhem o calão do peixe que ele pescou…”, temos, como polissêmica, a palavra calão. Fora do poema, temos cinco significados para essa palavra. Dentro do poema, quais sentidos ela podem ter?
Primeiro, vamos ao primeiro significado da palavra, que é: embarcação comprida e larga. Ser formos ao poema, percebemos que a palavra calão não nos permite fazer essa relação, pois a “embarcação do peixe” seria inviável.
No segundo significado, temos: telha grande, usada para revestir o fundo de regos de água.  Vemos também que, relacionado com o poema, esse significado também não é viável nem possível.
No terceiro significado, temos: pedaço de pau roliço, nas extremidades do qual se suspendem os objetos que se devem transportar ao ombro. Aqui já vemos uma ligação semântica com o poema. Calão, nesse sentido, foi o meio pelo o qual o pescador usou para transportar os peixes que ele pescou no mar.
No quarto significado, vê-se: vara curta que se amarra de cada lado da rede de pesca. Aqui também há relação com o poema, assim como a do significado anterior, sem muita distância semântica significativa.
No quinto e último significado, temos: rede de pesca com três lados retos e um curvo, e munida de pesos. Há aqui, diferente dos dois últimos significados, apenas uma diferença do material utilizado para transportar os peixes, frutos da pesca.
O que podemos depreender desses significados? Existe alguma relação com a tradição do poeta ou com o significado da poesia “Pescadores”? Comparada com as múltiplas possibilidades do mundo moderno, das múltiplas funções das coisas, essa palavra calão, dentro do poema, não seria o reflexo dessa realidade nova e dinâmica? Ao mesmo tempo em que a palavra significa pequena embarcação, algo mais novo e elaborado, ela pode ser entendida, concomitantemente, como “pedaço de pau roliço”, “rede de pesca”, “vara curta”, enfim, materiais arcaicos que auxiliam o trabalho do pescador. Observa-se, nessa multiplicidade de sentidos, o diálogo entre o novo e o velho (os elementos presentes na cidade do Natal provinciana e os presentes no mundo moderno) e entre o possível e o impossível (o encaixe ou não do significado dentro do eixo léxico-semântico do poema), algo que pode ser interpretado a partir do poema, desde que saibamos que a urbanização, naquela Natal de 1927, estava em processo, não consolidada, algo que é ainda perceptível ainda em 1964, como citei acima a obra Geração dos Maus, de José Humberto Dutra – para mostrar ao leitor esse processo.   Sabemos que, para interpretar um poema como todo, é preciso fazer uma análise geral do poema e das suas possíveis relações com o mundo e o contexto em que a obra está inserida. A interpretação deve partir do poema para que assim, o crítico, faça uma análise possível/verossímil do poema em questão.
Calão, eu não coloquei na ordem acima, também é conhecido, na gíria brasileira, como termo “baixo e grosseiro”. Essa possibilidade pode ressaltar a qualidade do peixe que ele pescou, sendo de “baixo calão”, abrindo, assim, portas para diversos significados.
Em seguida, no sexto verso, o poeta continua com a descrição da cena, dizendo que o pescador pescou “peixes monstros”. Nos três últimos versos, encandeados, a cena é dirigida para uma possibilidade: “Quando há tormenta e a jangada vira”, e continua “O homem forte matou a fome/ Do irmão do mero que ele comeu”. A palavra mero é polissêmica.
Essa palavra pode ser um substantivo (peixe teleósteo) ou um adjetivo (sem mistura, simples). Antes de continuar a análise, precisamos saber o que é o mero.  O mero é um peixe grande, em extinção, que pode chegar a ter até 2,7 m de altura, é carnívoro e come, basicamente, lagostas, caranguejos e peixes. No poema “Pescadores”, o mero é o peixe que o pescador comeu e, quando a sua jangada vira (o homem forte, nós temos aqui um contraste com a modernidade, depende do objeto, da jangada, porque, apesar de ser forte, não é suficiente para mantê-lo vivo no mar), o irmão do mero que ele comeu mata a sua fome comendo o pescador e, como se vê na cena, vingado, enfim, a morte do seu ente. Observa-se, outro elemento que realça a modernidade, a animalização do homem (aquele que é calculista e frio) e a humanização do animal (aquele que sente e reflete). Nesse sentido, a palavra mero adquire tais significados.
No outro significado, o peixe mero torna-se o adjetivo mero – a coisa se torna qualidade. Tornar as coisas qualidades, ou seja, obter valor pelo que se tem, pelo que se possui, não seria outra característica do mundo materialista e moderno? Então, reforçando a idéia de homem animalesco, que também foi interpretado no primeiro sentido, o peixe que ele comeu era apenas um mero peixe, sem valor, útil no sentido de satisfazer a fome do homem.
A polissemia, na poesia de Jorge Fernandes, é um dos elementos, como nós vimos, enriquecedores da poesia do RN, das capacidades poéticas do nosso poeta mais ilustre, consciente de que cada coisa, no mundo “antigo” assim como no “moderno”, possuí mil significados quando dialogam dentro do poema por meio do uso da palavra.

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